
semipermeable [syringe] + [skink]
semipermeable [syringe] + [skink]
Marcos Serafim
Estados Unidos
2024 - presente
Performance
Média-Metragem
semipermeable [syringe] + [skink] é uma performance audiovisual ao vivo que investiga os limites da representação em sistemas contemporâneos de inteligência artificial. Partindo de imagens geradas principalmente por modelos corporativos de IA, a obra se aproxima daquilo que esses sistemas tendem a recusar, distorcer ou tornar instável: o corpo atravessado por um vírus, a pele perfurada por uma seringa, a nudez, o desejo, a intimidade e outras formas de exposição que desafiam regimes normativos de visibilidade.
Manipulando vídeo e som em tempo real por meio de instrumentos computacionais desenvolvidos para o projeto, Marcos Serafim transforma falhas, censuras e ambiguidades algorítmicas em matéria estética. Em diálogo com as histórias do HIV/AIDS, com subjetividades queer e com formas dissidentes de representação, [syringe] e [skink] operam como superfícies permeáveis entre corpo, tecnologia e imaginação. As imagens oscilam entre atração e desaparecimento, evidenciando as tensões inscritas nos sistemas que organizam a produção visual contemporânea.
Entre erotismo, contágio, vulnerabilidade e transformação, a performance produz um campo sensorial em constante mutação, propondo uma reflexão sobre os modos pelos quais aprendemos a ver, desejar e imaginar nossos corpos através das infraestruturas computacionais que moldam a experiência contemporânea.
informações gerais
edição
10° Festival ECRÃ
data e
hora
CCBB
11/07/2026
15h
duração em min
40
estreia
Première Rio de Janeiro
classificação
indicativa
18 anos / Not recommended for children under eighteen years old / Não Recomendado Para Menores de Dezoito Anos
tags
art house, arte, big data, cyberpunk, lgbt+, luzes piscantes, neocrítica, nova mídia, procedimentos médicos
trailer
Marcos Serafim
Artista e pesquisador brasileiro, professor de Fotografia, Vídeo e Imagem na Universidade do Arizona, em Tucson. Sua pesquisa investiga as materialidades do dado, da mídia e da imagem em práticas audiovisuais experimentais. Sua obra explora as interseções entre tecnologia e subjetividades dissidentes, com foco em narrativas queer e nas reverberações da crise do HIV/AIDS. Participou da 5ª e 6ª Bienal do Gueto (Haiti), instituições como o EMPAC – Experimental Media and Performing Arts Center e o Queens Museum (EUA), e festivais como o DocLisboa (Portugal), Courant/Immersity 3D (França) e Crossroads-Cinemateca de São Francisco (EUA).

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