
Offerenda
Offerenda
Juana Ferrari, Ivy Monteiro, Carlos Laviña, Juan Goyret
Brasil, Uruguai
2022
Instalação e Arte Interativa
Duração Variável
Oferenda apresenta uma experiência interativa e imersiva em grande escala, que aborda - através de um exercício de mitologia e autoficção - noções de desejo, linguagem e corpo, junto com diferentes transações que as atravessam.
Tomando como ponto de partida a deidade afro-brasileira Iemanjá, e as dinâmicas dos sites de webcam, construímos um espaço novo, digital, espiritual, profano e queer, onde recebemos o público.
Ao entrar nessa instalação, nos encontramos no meio de um mar digital. Testemunhamos uma divindade negra e não binária que traz movimentações do vogue, na sua modalidade original Old Way (Velha Forma), caracterizada pela formação de linhas, simetria e precisão. Hieróglifos egípcios, artes marciais, breakdance, popping e poses de moda serviram como inspirações originais para essa forma que Ivy Monteiro (trailblazer mother da Kiki House Laveaux, integrante da Mainstream da House of Saint Laurent) apresenta neste projeto.
Porém para continuar assistindo, uma pessoa na audiência deve entregar uma oferenda. Num exercício voyeurístico, essa pessoa deve responder uma pergunta para comprar mais tempo com a deidade. Perguntas pensadas para cuidar quem deve ser cuidado, e atravessar quem deve ser atravessado. Perguntas íntimas, introspectivas e vulneráveis, que o público oferece a essa divindade digital cuja dança sustenta e cria universos.
informações gerais
edição
10° Festival ECRÃ
data e
hora
CCBB
Foyer Cinema II
16h-20h
duração em min
Duração Variável
estreia
Première Brasileira
classificação
indicativa
16 anos / Not recommended for children under sixteen years old / Não Recomendado Para Menores de Dezesseis Anos
tags
animação, arte, dança, ficção científica, imersivo, lgbt+, mitologia, nova mídia, sci-fi
trailer
Juana Ferrari, Ivy Monteiro, Carlos Laviña, Juan Goyret
Juana Ferrari (ele/elu/ela) é ume artista digital uruguaie, com base entre Zurique e Rio de Janeiro. Sua prática artística fundamenta-se em uma abordagem transdisciplinar de desterritorialização, na qual se articulam trajetória pessoal e pesquisa artística. Nômade e queer, Juana desenvolve trabalhos situados em zonas liminares entre o teatro, a performance, as artes visuais, a instalação e os videogames.
Sua produção propõe novas possibilidades narrativas e espaciais, convidando a diferentes modos de percepção e escuta, ao mesmo tempo em que amplia as noções de alteridade ao centralizar corpos, subjetividades e discursos historicamente marginalizados.
Espaços de dissidência e indisciplina constituem um eixo central de sua pesquisa, oferecendo a corpos dissidentes a possibilidade de existir e pensar a existência para além da materialidades físicas ou digitais. As múltiplas iterações do “eu” e do “outro” presentes em seu trabalho afirmam a possibilidade de existência para além dos limites do corpo e dos dispositivos cênicos tradicionais. A partir da porosidade entre os contextos URL e IRL, Juana investiga a construção de identidades múltiplas e mutáveis, operando como um elemento de fricção — ou glitch — frente às estruturas hegemônicas, e propondo processos contínuos de reinvenção.
Ivy Monteiro, artista e ativista afro-brasileira, vive e trabalha em Zurique e é considerada uma cofundadora da cena suíça de ballroom e voguing, ganhadora do premio Swiss Art Awards no ano 2024. Ivy é uma desenvolvedora de práticas e papéis performáticos na dança, música e artes visuais. Ela é uma transfiguradora nata (shape shifter), reimaginando e reconceituando feminilidade, gênero, expectativas sociais e raciais através da (des)identificação. Além disso, ancestralidade e espiritualidade são remodeladas e visionadas em seus trabalhos queer futuristas.
Juan Goyret é um artista digital, desenvolvedor criativo, dançarino e VJ nascido em Montevidéu, Uruguai, que trabalha com design interativo e tecnologias imersivas para criar experiências audiovisuais e sensoriais em instalações, web e vídeo.
Desde 2008 pratica dança Electro (ou eletro), disciplina pela qual já deu aulas e participou de eventos internacionais, e que atravessa sua forma de se relacionar com o movimento, o ritmo e a performance.
Atualmente, ele experimenta principalmente com o desenvolvimento de videogames experimentais e inteligência artificial aplicada ao audiovisual, com especial interesse na geração em tempo real mediante modelos autorregressivos. Seus interesses estão centrados na pesquisa de espaços e atmosferas virtuais onde se cruzam o onírico, o movimento e a transdisciplinaridade.
Carlos Laviña é um artista digital da Costa de Oro, Uruguai. Ele dirige e desenvolve projetos artísticos desde 2014, abrangendo áreas como VJing, design, videoarte, CGI, instalações interativas, performance de som e design de jogos.


