
O Vicinal
Le Vicinal
Pierre Creton
França
1994
Filme
Curta-Metragem
"Antes de Le Vicinal, eu havia feito vídeos na escola de arte em Le Havre – eram performances filmadas, muito físicas, no espírito do Acionismo Vienense. Considero Le Vicinal meu primeiro filme, rodado enquanto eu morava no Pays de Caux, depois da faculdade de arte. Foi também minha única experiência filmando com rolos de película. O que eu queria filmar era meu encontro com Marcel Pilate. Aconteceu em um verão, quando eu ainda estava na faculdade de arte. Pelo segundo ano consecutivo, eu trabalhava em um silo de grãos, recebendo a cevada. Foi nesse tédio de pleno verão que fui procurar um apicultor na lista telefônica. Me deparei com este nome: Marcel Pilate; aquilo foi realmente algo especial. Liguei por volta do meio-dia e ele me disse para ir até lá. Fui naquela tarde de bicicleta, da casa dos meus pais em Saint-Wandrille, a cerca de 10 quilômetros de distância. Marcel Pilate, apicultor, rue de l’Oiseau bleu. Fiquei deslumbrado por ele, pela apicultura. Acabei indo para lá durante todo o verão e novamente em setembro, depois que as aulas recomeçaram, para o processo de extração do mel. Fiz o mesmo no verão seguinte, em 1990. Eu trabalhava para ele, com ele, sem receber nada, enquanto aprendia. Marcel Pilate foi o primeiro herói dos meus filmes. Naquela época, eu não tinha ideia de como escrever um roteiro. Era um pequeno livreto manuscrito com desenhos e plantas. Uma topografia. É isso que quero transmitir neste filme: a localização da casa, da colmeia, da escola na cidade, mas também de um grande lixão a céu aberto perto da minha casa, onde incêndios devastam tudo, algo como um grande monte de esterco."
informações gerais
edição
10° Festival ECRÃ
data e
hora
Cinemateca do MAM
16/07/2026
19h
duração em min
12
estreia
classificação
indicativa
tags
trailer
Pierre Creton
Nasceu em Sena Marítimo, na França, em 1966. Artista e cineasta, estudou na Escola de Belas-Artes de Le Havre. Em 1991, depois de se formar, trabalhou em fazendas — a experiência o inspirou a fazer filmes sobre a dinâmica de patrões e funcionários e também sobre a relação entre homens e animais. Ele vive e trabalha na Normandia, na região de Pays de Caux, e desde 2020 atua como jardineiro freelancer para a Maison Lambert. Entre os trabalhos de Creton como diretor estão os longas-metragens “Secteur 545” (2005), exibido no Festival de Cannes, “Maniquerville” (2009), “Va, Toto!” (2017), premiado no FIDMarseille, “Le Bel Été” (2019) e “Um Príncipe” (2023), exibido na 47ª Mostra e vencedor do prêmio SACD na Quinzena dos Cineastas de Cannes.

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