
Aparição
Aparição
Camila Freitas
Brasil
2024
Filme
Curta-Metragem
The story of Walda’s first encounter with a caboclo, a spiritual entity rooted in Afro-Brazilian cosmologies, is told and retold among the women of the family. Like a choral invocation, the account is renewed from one generation to the next, becoming a matrix for new visions and narratives. Beyond the visible spectrum, Aparição reflects on vision as a collective practice.
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A história do primeiro encontro de minha avó com um caboclo, uma entidade espiritual afro-brasileira, é transmitida de uma geração a outra. Como uma invocação, ela se torna a matriz narrativa para outras visões e relatos, especialmente entre as mulheres da família. Para além do espectro visível, Aparição reflete sobre a visão enquanto sentido coletivo.
informações gerais
edição
data e
hora
Cinema I
12/07/2026
15h
duração em min
20
estreia
Première Rio de Janeiro
classificação
indicativa
L / Free for all audiences / Livre Para Todos Os Públicos
festivais onde passou
conversa/bate-papo
tags
art house, colorido, PB, documentário-híbrido, documentário, família, luzes piscantes, metaficção, mitologia
trailer
Camila Freitas
ENG
Camila Freitas is a filmmaker and cinematographer rooted in Brazil and based in France. She studied film at UFF (Niterói) and at École Louis-Lumière (Paris), holds a master’s degree in Fine Arts (UFRJ, Rio), and is a PhD candidate in practice-based research at La Fémis, at the SACRe program, where she develops the thesis Livusias – Film Cartographies at the Margins of the Invisible.
Her work investigates hybrid documentary and fictional forms, in dialogue with expanded cinema and visual anthropology. Chão (Landless, 2019), developed in close collaboration with the Landless Rural Workers’ Movement (MST), was presented at the 69th Berlinale (Forum) and awarded at several international festivals, including IDFA, Viennale, Cinéma du Réel, Festival do Rio, Olhar de Cinema, the Jean Rouch Festival, and the Innsbruck Festival. Her works have also been shown in group exhibitions such as the 22nd Sesc-Videobrasil Biennial (São Paulo, 2023-24) and Disturbants of Land, Breath, Sound (Seoul, 2022).
Her recent work explores the dynamics of places and landscape across political, spectral, and ecological dimensions, focusing on the connections between humans and more-than-humans in Afro-Brazilian cosmologies, and their relationship to film. This research finds expression, among others, in the short film Apparition (2024), screened at DocLisboa, Málaga IFF, Mostra de Tiradentes and FICValdivia (Special Jury Mention), as well as in Livusias, a fiction feature film project focused on ecological transformations and spectral presences on a river island in Brazil’s northeastern sertão, supported by the SP-Cine development fund (2024).
Camila Freitas has taken part in several international laboratories, including Doc Station (Berlinale), Biennale Cinema College (Venice IFF), and Arché (DocLisboa). She has received grants such as the Göteborg Film Festival Development Fund (2021) and the Institut Français residency program at the Cité internationale des arts in Paris (2022). She has also served on the juries of film festivals including the Innsbruck Festival (2024) and the Jean Rouch International Film Festival (2022). For the past fifteen years, she has worked as a cinematographer on numerous short and feature films, receiving Best Cinematography awards for Canuto’s Transformation and The Intrusion (2023) at major Brazilian festivals.
PT
Camila Freitas é cineasta e diretora de fotografia e artista visual brasileira, baseada na França. Formada em cinema pela UFF (Niterói) e pela École Louis-Lumière (Paris), com mestrado em artes visuais pela UFRJ, é doutoranda pelo programa teórico-prático SACRe / La Fémis (Paris), onde desenvolve a tese Livusias – cartografias fílmicas às margens do invisível.
Seus filmes exploram formas documentais e ficcionais híbridas, em diálogo com o cinema expandido e a antropologia visual. Chão (Sem Terra, 2019), desenvolvido em estreita colaboração com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), estreou na 69ª Berlinale (Forum) e no Olhar de Cinema, e premiado em diversos festivais brasileiros e internacionais, entre eles o IDFA, Viennale, Cinéma du Réel, Festival do Rio, Festival Jean Rouch, DocLisboa, DocMontevideo e Festival de Innsbruck. Suas obras também integraram exposições coletivas como a 22ª Bienal Sesc_Videobrasil (São Paulo, 2023-24) e a exposição Disturbants of Land, Breath, Sound (Seul, 2022).
Seu trabalho recente investiga as dinâmicas dos lugares e da paisagem entre dimensões políticas, sensíveis e cosmológicas, atentando para relações entre oralidade, espectralidade e espacialidade em cosmologias afro-brasileiras, e refletindo acerca dos vínculos entre humanos e mais-que-humanos e suas relações com o cinema. O curta-metragem Aparição (2024), exibido no DocLisboa, no Málaga IFF, na Mostra de Tiradentes e no FICValdivia (Menção Especial do Júri), assim como em Livusias, projeto de longa-metragem híbrido centrado nas transformações ecológicas e nas presenças espectrais em uma ilha fluvial do sertão nordestino, desenvolvido com o apoio da SPCine-Lei Paulo Gustavo, integram essa pesquisa.
Camila Freitas participou de diversos laboratórios internacionais, entre eles Doc Station (Berlinale), Biennale Cinema College (Venice IFF) e Arché (DocLisboa), foi agraciada com prêmios e bolsas tais como o Fundo de Desenvolvimento do Festival de Gotemburgo (2021) e foi artista selecionada para o programa de residências do Institut Français na Cité internationale des arts de Paris (2022). Integrou o júri de festivais de cinema como o Festival de Innsbruck (2024) e o Festival Jean Rouch (2022). Há quinze anos atua como diretora de fotografia em diversos filmes brasileiros, entre os quais O Estranho (2023, Melhor Fotografia no Olhar de Cinema) e A Transformação de Canuto (2023, Melhor Fotografia no Festival de Brasília e no Festival de Gramado).


